Cultura, criatividade e desenvolvimento territorial: reflexões sobre Redes e Sistemas Produtivos de Economia Criativa

Autoria: Luiz Antônio Gouveia Oliveira
Ano: 2016

Este artigo tem o propósito de analisar as características subjacentes à dinâmica territorial das aglomerações produtivas dos setores criativos com base em experiência recente de política pública visando ao apoio a 27 Arranjos Produtos Locais (APLs) de Economia Criativa, no âmbito de uma parceria entre o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
(MDIC). A par da observação dessa experiência, são realizadas também algumas inferências conceituais relativas à teoria vigente sobre a concentração espacial de empresas.

Na primeira parte deste artigo, discute-se em uma perspectiva histórica como a sociedade percebe as relações que se estabelecem entre a cultura e o tema do desenvolvimento sustentável.

A seção seguinte procura ampliar o escopo dessa discussão ao incorporar a influência da criatividade e da produção simbólica e seu impacto no desenvolvimento territorial. São apresentados os conceitos de “setores criativos” e de “Economia Criativa” e é traçado o panorama atual da produção de bens e serviços criativos no Brasil. Além disso, introduz-se o tema das aglomerações produtivas e sua evolução
histórica.

A terceira seção é dedicada à análise da experiência recente de política pública de apoio a Arranjos Produtivos Locais (APLs) de Economia Criativa, fruto de parceria entre o Ministério da Cultura e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. São apresentados aqui alguns resultados preliminares desse projeto.

A penúltima seção está voltada para a proposição de um avanço teórico-conceitual do paradigma vigente sobre as aglomerações produtivas, valendo-se da observação empírica dos resultados preliminares obtidos pelo projeto de apoio aos APLs de Economia Criativa e à luz das teorias recentes sobre redes sociais e sistemas complexos.

Finalmente, a seção de conclusão aponta possíveis direções para o aprofundamento das ideias aqui apresentadas e para o aperfeiçoamento da intervenção do setor público, visando ao desenvolvimento local e regional centrado no fortalecimento dos empreendimentos culturais e criativos organizados em Redes e Sistemas Produtivos.