A potência da economia criativa para promover inclusão social

Autoria: Fundação FEAC
Ano: 2022

Em linhas gerais, quando a criatividade humana vem agregar valor a produtos e serviços falamos em economia criativa. É o que a moda e seus estilistas promovem na cadeia da indústria têxtil e suas confecções, ou como a gastronomia se tornou a vitrine pop e glamourosa da indústria alimentícia.

Segundo o Boletim de Economia Criativa produzido pelo Observatório Itaú Cultural, a partir de dados da Pnad Contínua, o setor registrou no Brasil 7,4 milhões de trabalhadores ocupados em 2022. O segmento pesquisado abrange cultura, moda, design, arquitetura, artesanato, comunicação, publicidade, entre outras especialidades.

“A criatividade humana é um valioso ativo econômico, mas não é suficiente para que se converta de fato em inovação e diferenciação”, afirma a economista Ana Carla Fonseca Reis, especialista em economia criativa e fundadora da Garimpo de Soluções, que há 20 anos atua na área. O grande diferencial, na verdade, é aliar valor à inclusão social e produtiva, gerando prosperidade no território.

“Quando a gente fala de um país como o Brasil, com enormes desafios vinculados ao desenvolvimento, além de valor agregado, precisamos do valor compartilhado, que é quando você faz uma distribuição equânime, justa ao longo da cadeia”, aponta Ana Carla. “A lógica de que a cadeia é tão forte quanto o seu elo mais fraco funciona também na economia criativa. Se você remunerar quem é visível, mas não os demais profissionais que trabalham para que isso aconteça você não consegue sustentar essa cadeia inteira”, explica.